. Extraído do livro "SABEDORIA"

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Bestialismo

Quando se fala em bestialismo ou zoofilia, pouca gente sabe de que se trata, mas quando se fala em atos sexuais com galinhas, cães, vacas etc., todos conhecem um caso. O bestialismo, zoofilia ou bestialidade é a prática da relação sexual com animais. E esta prática — realmente bestial — existe desde a mais remota antigüidade.

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Flagelantismo

O flagelantismo, ou flagelação, consiste no fato de alguém condicionar o prazer sexual à aplicação de castigos corporais sob a forma de surras e pancadas. É diferenciado do sadismo, porquanto o sádico busca o gozo sexual através do sofrimento de seu próximo, sob todas as formas. Esse comportamento também pode ser considerado uma espécie de sadismo, condicionado apenas por uma forma de causar sofrimento ao parceiro sexual. Mas o que chama a atenção entre os que estudam tal anomalia é o condicionamento psico-emocional diferenciado das demais formas de sadismo.

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Riparofobia

A riparofobia é o inverso da riparofilia. O riparófobo condiciona o relacionamento sexual à necessidade extrema de limpeza e de higiene. É certo que a higiene deve fazer parte das necessidades básicas relacionadas ao ato sexual; mas por que razão alguém tem medo mórbido de tudo que é sujo ou imundo, quando nem sempre há razões óbvias que o justifiquem? Os condicionamentos psico-emocionais geradores das inúmeras fobias demonstram os diversos níveis de insegurança psíquica e/ou emocional, sempre ligadas a alguma falha ou desajuste de natureza moral. Fatos registrados na zona mental do subconsciente, ocorridos na atual ou em pregressas encarnações, ou nos intervalos dessas encarnações, ainda não suportados nem compreendidos devidamente, eclodem na zona do consciente ou da memória parcial, sob a forma de medos mórbidos, temores injustificáveis e fobias incompreendidas. Esse horror instintivo ou condicionado, direcionado para a sujeira e para a imundície, poderá ter causas tão antigas como o condicionamento psíquico que leva alguém a gostar do que é imundo e sujo. Há fatos associados a essas fobias, decorrentes da experiência amarga de Espíritos suicidas que acompanham a decomposição cadavérica de seu corpo, através de sofrimentos indescritíveis. Outros casos de envenenamento homicida, sofrido ou causado em encarnações passadas pelo portador dessa fobia, poderão se manifestar se o homicídio ocorrido decorreu de algum relacionamento afetivo. Doenças graves ou incuráveis, contraídas através do ato sexual, também podem causar acentuada aversão a qualquer indício de sujeira ou de imundície no ambiente ou na pessoa envolvida no ato sexual. Traumas emocionais e psíquicos, ligados ao relacionamento sexual, que despertem a atenção psicológica em algum detalhe de falta de higiene, também poderão levar a essa manifestação de fobia. Outros tantos fatos, ligados à soledade, a neuroses, a complexos e a certos desvios associados ao comportamento sexual, podem também causar ou acentuar a riparofobia.

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Riparofilia

Riparofilia designa a atração por relacionamentos afetivos e sexuais com alguém desasseado. Há os que se comprazem em associar o ato sexual a algo proibido, que deve ser contestado, e assim o fazem através da indisciplina moral, da desobediência às leis da Natureza, através do desapreço pela manutenção da higiene própria ou daqueles aos quais se ligam afetiva e sexualmente. Neste caso, a ausência de higiene constitui um estímulo aos que se comprazem em desconsiderar qualquer atitude vinculada ao respeito e à disciplina, à responsabilidade e à sensatez. Esses condicionamentos psíquicos que lembram a barbárie tendem a desaparecer, à medida que os seres humanos compreenderem a eficácia dos sentimentos nobres nas relações afetivas e sexuais, destinados a levar o Espírito a prazeres nunca antes sentidos ou compreendidos. A educação sexual começa com a higiene física, desenvolve-se com a higiene psíquica, robustece-se com a higiene emocional e se enobrece com a higiene moral. É preciso que os condicionamentos psíquicos, relativos à sexualidade, se elevem à altura da natureza espiritual dos seres humanos. O prazer, então, não estará mais no desrespeito à Natureza, mas na superação de si mesmo, e na busca de elevados níveis de espiritualidade.

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