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Conseqüências do Abortamento
Além do risco de vida fÃsica, que poderá ocorrer durante o abortamento, outras lamentáveis reações do organismo, poderão causar superabundância de sangue no útero, além de inflamação, dores e enfarte uterino, espasmos genitais dolorosos e outros tipos de perturbações do sistema genésico que, não raras, vezes, resultam na formação de tumor cancerÃgeno. Tais lesões afetam a organização psÃquica devido aos sentimentos de angústia, mágoa e ressentimentos que surgem em decorrências das causas e conseqüências do abortamento voluntário. (Não ocorre o mesmo nos casos de abortamento terapêutico, destinado a salvar a vida da mãe).
Quanto aos que se encontram profundamente arrependidos da provocação delituosa do aborto, devem recorrer ao exercÃcio da meditação para equilibrar o corpo e a mente; cultivar o hábito dos bons pensamentos em favor dos que sofrem, envolvendo a todos com amor e sincero arrependimento; trabalhar em benefÃcio de crianças órfãs ou carentes, beneficiando-as com dedicação; recomeçar, através da adoção, oferecendo apoio, carinho e orientando as crianças para a vida. Todos esses recursos são indispensáveis para aqueles que estão dispostos a reparar o erro cometido. Isto serve também para os profissionais da saúde que colaboram para o aborto.
Na atualidade, o cumprimento das penas pelo crime de aborto e de outros, não raras vezes, é falho e nem sempre causa efeito moral positivo. Este é um caso em que a reclusão poderia ser substituÃda pela obrigatoriedade de ajudar ou de adotar crianças órfãs e carentes, por determinado perÃodo de tempo, sob a supervisão judicial. Excluir alguém do meio social sem educá-lo através do trabalho e do estudo enobrecedores, reabilitando-o intelectual e moralmente é cometer um crime para penalizá-lo pela prática de outro.
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