Emídio - Lista de Artigos
Família e Homossexualismo
Muitos pais se preocupam em como educar os filhos de forma a evitar ou corrigir os desvios psíquicos relativos à homossexualidade. Com certeza, a melhor maneira é dando-lhes, além da instrução sexual que esclarece, o exemplo moral que educa.
Se a educação sexual não estiver correlacionada ao senso moral, não despertará o educando para os compromissos relativos ao equilíbrio da sexualidade – qual lhe exigirá disciplina, humildade e perseverança para ser mantido.
A educação e o bom exemplo constituem o amparo para a formação de uma consciência esclarecida. Ainda que não se tenha um conhecimento profundo acerca da sexualidade, o educando poderá perceber e compreender alguns de seus aspectos, se tiver o amadurecimento psicológico e seguir os bons exemplos recebidos principalmente de seus pais.
Os pais, ao saberem que seu filho é homossexual, devem primeiramente, avaliar a educação e o exemplo que têm dado aos seus filhos. Instruírem-se acerca da sexualidade e da homossexualidade, da natureza que rege a consciência de cada um, e tomarem a si a missão do esclarecimento através da bondade, da paciência e do bom exemplo, auxiliando seus filhos a compreender, superar e evitar não apenas a homossexualidade, mas todo e qualquer desequilíbrio sexual.
Caso ocorra de, após todo um esforço em educar e esclarecer o filho, ainda assim este permanecer na homossexualidade, deve-se ter em mente que a missão dos pais e educadores é de também confiar que o educando de boa vontade não desanime em superar a si mesmo, porquanto nenhuma vitória se conquista sem perseverança, disciplina, boa vontade, humildade, tolerância, abnegação, renúncias e bom ânimo para tentar outra vez.
Os pais devem esclarecer os filhos quanto à necessidade da heterossexualidade psíquica para o devido equilíbrio das energias sexuais. Independentemente de o filho sofrer ou não a homossexualidade, a problemática deve ser abordada com clareza, segurança, respeito, maturidade, humildade e compreensão diante do nível do filho ou do educando, através do diálogo ou criando ocasiões para que o assunto seja esclarecido sem preconceitos injustificáveis ou temores infundados. As autoridades paterna ou materna não devem inibir o processo educativo, mas servir de apoio para conduzir os filhos ao equilíbrio sexual de que tanto necessitam.
Os pais de filhos homossexuais não devem desprezá-los por não lograrem êxito no processo educativo. O êxito da educação depende da paciente perseverança, do aprimoramento das técnicas educacionais, do desenvolvimento de sentimentos de equilibrada afeição pelo educando e de confiança no tempo que a tudo conduz até estabelecer a ordem definitiva de todas as coisas. Pais e educadores devem cumprir a parte que lhes couber, com amizade e dedicado interesse, mas respeitando ainda o livre-arbítrio de seus filhos ou educandos.
Muitas vezes, o menino pode se interessar por brinquedos de meninas e a menina preferir brinquedos de meninos. Não é um sintoma de homossexualidade, mas o reflexo de uma manifestação da predominância do psiquismo feminino no menino e do masculino, na menina, quando tende para a exclusividade. Esses reflexos podem ser canalizados no sentido de promover à criança oportunidades em que possa se manifestar desenvolvendo o psiquismo que mais lhe adapte, sem contudo, usar de força repressiva ou agressões que a constranja em complexos psicológicos.
Os pais se preocupam sempre quando o filho tem um amigo homossexual. Nessa situação, devem esclarecer seu filho quanto às características psíquicas que acompanham a homossexualidade, deixando-o alerta quanto à possibilidade de assimilar conceitos ou comportamentos que não estejam em harmonia com os princípios da sexualidade. As afinidades não determinam que se deva assimilar, atender ou realimentar os desvios psíquicos de natureza sexual ou moral que possam existir nos entes queridos ou nas amizades mais próximas. Os filhos devem ser educados para serem livres e responsáveis, tendo, na consciência esclarecida, o melhor guia para preveni-los das armadilhas decorrentes dos desajustes psicológicos que possam existir em si mesmos ou nas mais caras afeições.
Quando se percebe que um amigo ou amiga é homossexual e deseja criar vínculos afetivos que possam realimentar a homossexualidade, se não puder ajudar, através do esclarecimento que o conduza ao equilíbrio da sexualidade é melhor recorrer à distância física e evitar a maledicência.
Com essa atitude não se está marginalizando o homossexual. É apenas a tentativa de evitar que desequilíbrios sexuais, decorrentes de condicionamentos psíquicos e envolvimentos emocionais, possam surgir em razão de uma afinidade que não foi bem conduzida.
A adoção de filhos por homossexuais é um problema, porque quem pratica a homossexualidade nem sempre se encontra em condições psico-emocionais para bem educar uma criança. A adoção deve ocorrer quando há disposição dos pais ou responsáveis de permutar o carinho e a alegria da convivência, mas principalmente, de proporcionar o bom exemplo aos que sofrem o abandono e a orfandade.
É possível ajustar o psiquismo para evitar ou superar a homossexualidade simplesmente evitando a prática do homossexualismo, ou de atitudes que possam substituí-lo. O processo de saída da homossexualidade não é da noite para o dia, como foi lento o processo de entrada. Para se realinhar o psiquismo, é preciso conhecer, através do estudo e da reflexão, os princípios da sexualidade, tão intrinsecamente relacionados com questões de ordem moral e psicológica. Equilibrar o corpo e a mente, através da disciplina alimentar, da prática de exercícios físicos e mentais que harmonizem e asserenem o corpo e o psiquismo. Desenvolver o hábito dos bons pensamentos para renovar-se. Conhecer os graus de qualidades e de defeitos morais e determinar um programa diário de auto-análise de comportamento, capaz de proporcionar um sentimento de dever cumprido e uma serenidade íntima. Evitar qualquer pensamento e atos ilícitos ou criar oportunidades para fazer o bem dentro dos limites estabelecidos pelo equilíbrio e pelo bom senso. Amar o corpo e a mente, respeitando suas naturezas, valorizando a vida. Evitar mimetismos psicológicos ou influências negativas de outras pessoas, que possam fortalecer o condicionamento à homossexualidade (tipo frases comodistas como: – “Você é assim mesmo, tem que se conformar e assumir!”) . Usar de vontade firme para bloquear o psiquismo masculino ou feminino que recebe a influência da libido, projetando através da força do pensamento o interesse sexual pelo sexo oposto (homem ou mulher), concretizando assim a heterossexualidade, que é a ação da libido no psiquismo masculino dos homens ou no psiquismo feminino das mulheres. Manter-se vigilante quanto à permanência desse condicionamento evitando circunstâncias propícias ao homossexualismo, até atingir a necessária segurança psico-emocional.
Não é possível reverter o quadro da homossexualidade, através do uso de substâncias hormonais; se o fosse, o homossexualismo talvez não existisse mais, pois bastaria ir à farmácia da esquina e o problema estaria solucionado. O equilíbrio psico-emocional destinado a orientar a libido para a heterossexualidade não depende de fatores relacionados com o mecanismo de manifestação da energia sexual reprodutora. A substância hormonal atinge os órgãos de natureza reprodutora, influenciando positiva ou negativamente o psiquismo, mas sem atingir o percurso da libido. Somente através do alinhamento das forças psíquicas, estabelecido pela mente e em decorrência da vontade do ser moralmente equilibrado, poder-se-á mudar o quadro da homossexualidade para atingir o equilíbrio psíquico da heterossexualidade, sem a presença de qualquer distúrbio sexual.
Entretanto, a terapia hormonal pode, em alguns casos, equilibrar o sistema reprodutor para equilibrar a manifestação da energia sexual reprodutora, mediante rigoroso controle e acompanhamento da ciência médica após um diagnóstico preciso e especializado. Mas, tratamentos dessa natureza devem estar sempre acompanhados da prática salutar da meditação e da pacificação mental, porquanto os equilíbrios emocional e psíquicos – sem os quais a terapia hormonal torna-se ineficaz – tornam-se imprescindíveis para a produção hormonal com a heterossexualidade.
O homossexual poderá equilibrar-se por si mesmo ou com a ajuda de terceiros. O esforço, o conhecimento e o estímulo são essenciais para que o indivíduo se realinhe. Os estímulos poderão advir de educadores amadurecidos, conhecedores da psicologia, ou de sentimentos afetivos realimentados por entes queridos.
Alguns homossexuais acomodam-se com a homossexualidade, não desejando reverter esse desvio sexual. Isto porque nem sempre eles têm a vontade ou a disposição, os meios eficazes para alcançar a harmonia sexual, o estímulo – necessário para conduzi-los ao equilíbrio da sexualidade – e o conhecimento que lhes proporcione o entendimento da problemática que os envolve.
Não há casos irreversíveis. Desde que se deseje, sempre é possível superar a homossexualidade, através de disciplina, trabalho, perseverança, paciência, meditação sadia, equilíbrio psicofísico e eliminação de qualquer ressentimento.
A sensibilidade do psiquismo feminino, embora dependa dos impulsos assegurados pelo psiquismo masculino, é aumentada com a homossexualidade masculina e diminuída com a homossexualidade feminina. As manifestações psíquicas poderão ser afetadas com a homossexualidade, mas tal desequilíbrio não tem a propriedade de ampliar, anular ou diminuir as características dos psiquismos masculino ou feminino. Ao invés de acentuar o fluxo das energias psíquicas, a homossexualidade tende a dificultar seu processo de manifestação, sem contudo afetar os elementos psíquicos que formam as características de cada psiquismo.
Outro engano é pensar que o desenvolvimento das qualidades psíquicas (criatividade, sensibilidade) depende do desvio da libido que caracteriza a homossexualidade. Em qualquer idade, após a primeira manifestação das energias sexuais, pode-se superar a homossexualidade. Mas o processo educativo de equilíbrio sexual deve começar antes, prosseguir durante e após o instante em que o desvio for notado, e permanecer, de forma específica, enquanto exista a inclinação neste sentido.