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Riparofobia
A riparofobia é o inverso da riparofilia. O riparófobo condiciona o relacionamento sexual à necessidade extrema de limpeza e de higiene. É certo que a higiene deve fazer parte das necessidades básicas relacionadas ao ato sexual; mas por que razão alguém tem medo mórbido de tudo que é sujo ou imundo, quando nem sempre há razões óbvias que o justifiquem? Os condicionamentos psico-emocionais geradores das inúmeras fobias demonstram os diversos nÃveis de insegurança psÃquica e/ou emocional, sempre ligadas a alguma falha ou desajuste de natureza moral. Fatos registrados na zona mental do subconsciente, ocorridos na atual ou em pregressas encarnações, ou nos intervalos dessas encarnações, ainda não suportados nem compreendidos devidamente, eclodem na zona do consciente ou da memória parcial, sob a forma de medos mórbidos, temores injustificáveis e fobias incompreendidas. Esse horror instintivo ou condicionado, direcionado para a sujeira e para a imundÃcie, poderá ter causas tão antigas como o condicionamento psÃquico que leva alguém a gostar do que é imundo e sujo. Há fatos associados a essas fobias, decorrentes da experiência amarga de EspÃritos suicidas que acompanham a decomposição cadavérica de seu corpo, através de sofrimentos indescritÃveis. Outros casos de envenenamento homicida, sofrido ou causado em encarnações passadas pelo portador dessa fobia, poderão se manifestar se o homicÃdio ocorrido decorreu de algum relacionamento afetivo. Doenças graves ou incuráveis, contraÃdas através do ato sexual, também podem causar acentuada aversão a qualquer indÃcio de sujeira ou de imundÃcie no ambiente ou na pessoa envolvida no ato sexual. Traumas emocionais e psÃquicos, ligados ao relacionamento sexual, que despertem a atenção psicológica em algum detalhe de falta de higiene, também poderão levar a essa manifestação de fobia. Outros tantos fatos, ligados à soledade, a neuroses, a complexos e a certos desvios associados ao comportamento sexual, podem também causar ou acentuar a riparofobia.
Não se deve pensar que o fato de alguém desejar ou admitir só aquilo que é extremamente limpo é indÃcio de riparofobia. Há os que primam por limpeza e higiene, mas não têm aversão irreprimÃvel ou pavor ao que é sórdido ou sujo. É preciso que o equilÃbrio psico-emocional estabeleça a necessidade de higiene e limpeza, sem as amarras das fobias relativas à essa necessidade natural.
A riparofobia poderá resultar de certos preconceitos em relação à sexualidade, caracterizados pela idéia de que a sujeira e o pecado sempre acompanham toda atividade sexual. Isto porque a ignorância e as diversas manifestações do egoÃsmo são as principais causas dos preconceitos errôneos infiltrados num programa de educação sexual.
A riparofobia também pode ser caracterizada por algum condicionamento psÃquico em que a idéia de higiene seja ilusória, decorrente da imaginação e do medo do sujo ou do imundo. E isto pode tornar o relacionamento sexual desgastante, devido a desnecessários intervalos de higienização durante o ato. É preciso que se evitem tais constrangimentos ao cônjuge que se encontra devidamente preparado, higienizado e com suas necessidades fisiológicas atendidas. Ainda que em alguns casos haja motivo para orientação quanto à necessidade de limpeza e de higiene, devido à prática do ato sexual, é preciso que o respeito e o carinho antecipem sempre o esclarecimento, o cuidado, a prudência e a responsabilidade. Do mesmo modo isto deve ocorrer diante das exigências infundadas dos portadores de riparofobia.
A riparofobia também ocorre naqueles que são portadores de acentuado grau de mediunidade ou de faculdades anÃmicas. A elevada sensibilidade anÃmica ou mediúnica poderá contribuir para a identificação de vibrações contrárias à ordem e harmonia em objetos, lugares, seres humanos e nos próprios portadores dessas sensibilidades. Essas vibrações, quando não são bem identificadas, podem ser confundidas com sujeira, desordem ou desorganização. Há ambientes limpos e higiênicos que inspiram sordidez a esses médiuns ou sensitivos. Há seres humanos que lhes causam repulsa pela simples presença, devido à captação dessas energias. Não raro, imaginam-se sujos e desorganizados, quando não há qualquer necessidade de higiene corporal, de limpeza ou organização. Há também casos em que a desordem mental dos portadores dessas sensibilidades é a origem de erros e conclusões precipitadas em torno do que julgam identificar como mal, desordem, sujeira e vibrações inferiores. No entanto, outros fatores, associados a este, caracterizam a riparofobia em alguns médiuns e portadores de faculdades anÃmicas. Há casos extremos que necessitam de acompanhamento profissional competente na área psÃquica, bem como de um tratamento espiritual adequado.
Há distúrbios sexuais que podem ser evitados e corrigidos através do contato com os elementos básicos da Natureza: água, terra, fogo e ar. Os riparófobos têm mais contato com a água e o ar, mas não se adaptam ao contato com a terra e ao calor dos raios solares, mesmo os não prejudiciais à saúde humana. É preciso buscar a terapia do contato com esses elementos naturais e por esse meio estabelecer um programa de saúde para o equilÃbrio do corpo fÃsico e da mente. Energias mentais concentradas devido ao excessivo trabalho intelectual, alimentação inadequada à constituição fÃsica e à s caracterÃsticas climáticas, falta de exercÃcios respiratórios que harmonizem os sistemas nervoso e circulatório, hábitos nocivos que gerem tensão, medo, nervosismo e explosão colérica são fatores que devem ser observados e evitados no tratamento desses distúrbios psicossexuais ligados à s diversas fobias.
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