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Flagelantismo
O flagelantismo, ou flagelação, consiste no fato de alguém condicionar o prazer sexual à aplicação de castigos corporais sob a forma de surras e pancadas. É diferenciado do sadismo, porquanto o sádico busca o gozo sexual através do sofrimento de seu próximo, sob todas as formas. Esse comportamento também pode ser considerado uma espécie de sadismo, condicionado apenas por uma forma de causar sofrimento ao parceiro sexual. Mas o que chama a atenção entre os que estudam tal anomalia é o condicionamento psico-emocional diferenciado das demais formas de sadismo.
O flagelantismo também poderá ser uma conseqüência de reflexos psico-emocionais decorrentes de surras e pancadas recebidas na infância por causa de práticas ou atos associados à sexualidade. Isto ocorre em mentes suscetÃveis à s más ações, devido ao atraso moral do EspÃrito, este e outros desvios de comportamento sexual poderão ocorrer se o amor, a sabedoria e a energia moral não estiverem presentes na educação infanto-juvenil. O flagelantismo é uma forma de sadismo, comumente condicionado por mentes que se deixam à mercê dos caprichos impostos por irmãos infelizes que militam no adultério ou na prostituição sexual e que buscam, através do castigo recebido, compensar as censuras da consciência ultrajada pelo vÃcio ou profissionalização sexual.
A condição deprimente da vÃtima da flagelação pode despertar no flagelador um sentimento de pena ou comiseração que o leve ao ato sexual como forma de perdoar a si mesmo ou de obter o perdão do ente amado pelo ato praticado. E tal processo, em repetidas vezes, condiciona as agressões da flagelação ao ato sexual, devido à junção de sentimentos de culpa e desejo de ver o parceiro sexual humilhado e indefeso, mas sempre pronto ao perdão e ao entendimento diante daquele que praticou a flagelação. O desamor é a principal causa desse processo condicionante e de outros subterfúgios psico-emocionais, que levam à prática do flagelantismo.
Não se pode afirmar que o fato de uma criança ser agredida por haver presenciado o ato sexual de seus pais pode desencadear um processo de flagelantismo. É comum extrair de certos fatos isolados a explicação causal para as diversas manifestações de distúrbios sexuais, sem considerar estes fatores: evolução espiritual, reencarnação, condição intelecto-moral, mediunidade, influência de mentes encarnadas ou desencarnadas e o programa evolutivo para a atual encarnação do EspÃrito. Os pais devem estar preparados para imprevistos como este. A curiosidade natural da criança e o apoio que busca indo até o leito de seus pais devem ser considerados, ao ponto de eles evitarem agressões por se sentirem invadidos na intimidade sexual. É imperioso e fundamental, para a formação educacional e segurança psico-emocional do futuro jovem, reconduzir com carinho e energia moral a criança ao seu leito, atendendo as suas necessidades básicas, sem alarde ou agressões; e, de forma discreta esclarecer-lhe em momento ou época oportuna, sobre a naturalidade do ato sexual entre os cônjuges, resguardando-lhe sempre a privacidade quanto à s particularidades. É preciso considerar ainda que o ato de amor, sem os abusos da sensualidade, deve sempre acompanhar o casal. Mesmo que fisicamente os filhos não presenciem o ato sexual de seus genitores, eles poderão, em EspÃrito, assistir a esse relacionamento, se a privacidade Ãntima do casal não estiver devidamente protegida de influências espirituais externas que possam interferir negativamente nas vibrações do ambiente. Procedendo desse modo, os pais evitarão choques psico-emocionais que afetem a criança, levando-a a não aceitar o procedimento hostil recebido, através de comportamentos de rebeldia e insatisfação quanto ao que acabam de presenciar. O flagelantismo pode advir de um episódio de agressão, conforme o caso citado, mas o comportamento conjugal e sexual dos pais certamente estimulará direta ou indiretamente os filhos ao bom proceder ou ao mal, que sempre leva a algum tipo de distúrbio sexual.
Certos portadores de flagelantismo e de outros desvios ou anomalias sexuais se apresentam calmos, inofensivos e equilibrados até o momento em que dão vazão ao desajuste psicossexual. Isto poderá estar relacionado ao verniz aparente da civilidade; aos momentos de lucidez psico-emocional nos quais não há influência acentuada de mentes encarnadas ou desencarnadas; ao ponto de saturação psico-emocional quando não há resistência moral para evitar ações deprimentes que visem prejudicar a outrem; à s circunstâncias em que não se sabe suportar o sofrimento fÃsico ou moral com resignação, paciência, sabedoria e firmeza de propósito, para permanecer corajosamente com a postura do bem, do amor, da concórdia, da fé, da esperança e do trabalho perseverante. Tais fatores determinarão o nÃvel de gravidade do distúrbio psicossexual e poderão se manifestar simultaneamente.
A terapia para o flagelantismo sempre exige tratamento mental e emocional. Mas as diversas terapias que visam a afastar influências de mentes enfermas, moralmente afins com o flagelador, devem começar com a mudança de comportamento moral do paciente em todas as suas atividades no plano fÃsico e espiritual.
Os recursos da hipnose e da regressão de memória também podem ajudar nos casos de tratamento dos portadores de flagelantismo. Mas é recomendável que o processo hipnótico seja feito por magnetizadores moralmente responsáveis, de preferência durante o sono fÃsico do paciente, que receberá bons conselhos, repletos de cordialidade, afeição e direcionados ao ponto que se deseja atingir. Nos casos de flagelantismo, faz-se necessária a boa vontade do paciente para a superação de suas causas e de seus efeitos danosos.
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